O Atlético Mineiro, um dos clubes mais tradicionais do país, entrou na Justiça contra o “Galo da Madrugada”, maior bloco de carnaval do mundo, alegando que o uso da expressão “Galo Folia” poderia gerar associação indevida com o clube.
Um dos principais argumentos do Atlético foi o peso da sua própria marca. O clube destacou sua enorme presença digital (mais de 11 milhões de seguidores nas redes sociais) para sustentar que o bloco estaria tentando se aproveitar dessa força e do reconhecimento nacional do “Galo” no futebol.
O INPI (autarquia federal de marcas e patentes) já havia analisado o caso e na época entendeu que não existia conflito de marca, porque apesar de usarem a mesma palavra e estarem registrados na mesma classe (41), os contextos são totalmente diferentes, não causando confusão às pessoas.

Mesmo assim, o Atlético levou a discussão para a Justiça, alegando possível associação indevida e aproveitamento da reputação do clube.
Em resposta, o Galo da Madrugada citou que seria “ignorância ou má-fé” por parte do clube mineiro não conhecer o tamanho e identidade do bloco, já que grande parte dos brasileiros o conhecem, além de já ter sido reconhecido pelo Guinness Book, em 1995, como o maior bloco de carnaval do mundo e também eternizado na cultura popular, inclusive com menções em canções de Alceu Valença, um dos maiores nomes da música brasileira.Resumo da ópera: a Justiça Federal manteve o entendimento técnico do INPI e decidiu favoravelmente ao bloco, negando o pedido do Atlético-MG. O processo não avançou, e o Galo da Madrugada seguiu com o direito de usar sua marca, legitimamente registrada e consolidada.
Nessa briga de galos, o galo mineiro levou a pior.
E você, o que achou da decisão, a derrota do Atlético é justa?
