Nos anos 80 e 90, a World Wrestling Federation, ou simplesmente WWF, era um fenômeno global.
Lutas, personagens carismáticos como The Rock, Rey Mysterio e John Cena, e um espetáculo que transformou o wrestling em um verdadeiro show de entretenimento
A marca estava em todos os lugares: TV, brinquedos, revistas e até videogames.
Mas por trás de todo esse sucesso, existia um problema jurídico prestes a explodir.
Muito antes da luta livre, a sigla WWF já pertencia a outra instituição poderosa: a World Wildlife Fund, uma organização criada em 1961 dedicada à preservação ambiental e à proteção de espécies ameaçadas.
A ONG possuía o registro da marca “WWF” em diversos países, garantindo o uso exclusivo da sigla para suas atividades.
Durante um tempo, as duas entidades coexistiram sem grandes conflitos.
No entanto, à medida que a popularidade da luta livre crescia, a exposição global da marca da federação passou a gerar confusão entre o público.
A organização ambiental temia que sua imagem fosse associada a algo completamente diferente da sua missão.
O impasse chegou aos tribunais no início dos anos 2000.
A World Wildlife Fund processou a federação, alegando violação de marca registrada.
O tribunal britânico deu razão à ONG, determinando que a empresa de wrestling não poderia mais usar a sigla WWF em suas comunicações e produtos.
Foi um golpe pesado para uma marca consolidada, mas também um exemplo claro de como o registro de marca define quem tem o direito legal sobre um nome.
A solução foi uma reinvenção completa: nasceu a WWE – World Wrestling Entertainment.
A mudança não apenas resolveu o conflito jurídico, como também marcou o reposicionamento da empresa.
A partir dali, ela deixou claro que seu foco ia além da luta livre, o objetivo era oferecer entretenimento global.
A transição exigiu ajustes, campanhas e reposicionamento de mercado, mas se tornou um caso clássico de branding forçado pela lei (e bem executado).
A WWE conseguiu manter o público e até expandir sua presença internacional.
Essa história mostra que nem o tamanho, nem a fama protegem uma marca sem registro.
Mesmo uma multinacional bilionária precisou mudar de nome por causa do registro anterior de uma ONG.Registrar a marca é garantir que o nome que você constrói com muito esforço e muito investimento seja realmente seu.
Sem isso, o risco de perder tudo, até a identidade da sua empresa, é real.
Entre em contato com a Encore e proteja o legado da sua marca!
